Muitos criticam Vinícius porque pediu desculpas às feias. Sinceramente, não entendem. Não entendem que, se beleza é fundamental, gentileza é primordial. Porque torna as pessoas mais bonitas.
Por óbvio que demonstrações de apreço, quando envolvidas em lábios macios e mãos suaves, são mais agradáveis. Agora, se lhes acompanham sorrisos afáveis e calorosos olhares, tornam-se irresistíveis.
Ou quase. Porque se a pessoa em questão é bela, gentil e atraente, ainda lhe faltará uma coisa. Aquilo, entre os machos da espécie, denomina-se "o que diferencia um garoto de um homem", mas que merece uma flexão de gênero, por assim dizer, mais "sobrecomum".
Isso que falta não trata de características físicas, por certo, uma vez que tais traços se agregariam àquela categoria do belo. Muito menos seria uma questão de postura, ou atitude, pois tudo que a isto se refere - e agrada - pode ser circunscrito à gentileza, quando não à atração.
Pelo bem da verdade, a pedra de toque quanto à denominável inevitabilidade de uma mulher se resume a algo definitivamente irresumível, dificilmente pronunciável. Um entremeio nos dotes físicos e psíquicos a trazer luz aos olhos e à alma dos que o percebem. Talvez os marxistóides dissessem ser a "mediação" entre ambos. Neste caso, definitivamente, não diriam absoluta e redundantemente nada.
A mais própria compreensão desse "quê" a nos enfeitiçar os sentidos, ó mortais, só é alcançada, justamente, com o aprimoramento desses sentidos. Os nossos, sim, mas sobretudo os delas. Sentidos aprimorados e apropriados de maneira sensível e consciente.
Uma mulher segura de suas capacidades e ciosa de suas possibilidades - note-se que há uma sutil distinção entre um e outro atributo. Uma mulher assim: eis o arquétipo daquela que é irresistível, pois madura.
Por isso, novas, me desculpem, mas experiência é fundamental. Porém advirto: há sempre quem pense ser a quantidade mais importante do que a qualidade - e aqui, também, se equivocará. Menos por assim elencá-las e mais por, desse modo, opô-las. E pondero: há quem diga que a dignidade é algo que não se compreende com o cérebro, mas com o coração. Qualidade e experiência, aqui, merecem ser entendidas assim. Por isso, deixarei delas falar.
Importam, de verdade, as mulheres. Em especial, a mulher madura. A ela, não pasmem, convém ser segura. Não apenas de si, mas sobretudo de quem diante de si está. Mulher madura sabe o que quer; e se está, porque quer é.
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