Brasília (II):
cemitério do futuro
onde o poder, soçobrado
repousará, qual nuvem fria
Suposto sol de uma era
Tua luz, em verdade, jaz
nas cidades satélites
nos candangos marginais
Por vezes poderia pensar tranquilo, me basta. Ou não. De meus breves longos anos, profícuos, julguei melhor acostumar-me à desdita: sem ora, me entrego.
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