José Laurentino Silva Neto*
No país em que vivemos
muitas pessoas morrendo
uma violêcia demais
pessoas desempregadas
pobres e desesperadas
pedindo um pouco de paz
Existe corrupção
em qualquer lugar
Na polícia, na justiça
e onde imaginar
Aqui tem corrupção
em todo o Estado
até mesmo na Igreja
que é um lugar sagrado
Hoje na presidência
temos um irresponsável
que em todo seu governo
não fez nada aproveitável
E o nosso presidente
é um incompetente
um corrupto vagabundo
que só faz mentir
e fazer promessas
pra todo mundo
*Netinho, 12 anos, cabrinha arretado, neto do Poeta Zé Laurentino, Filho de Carlos Magno Marcelo, de quem Alexandre Magno tem muito orgulho de ser irmão.
10 comentários:
Nooossa...ele vai longe ein! :D
(neto e irmão de poeta, poetinha é!)
feliz aniversário Netinho! :)
Essa família, heim!!!!
Só poetas
beijo,
violeta
hum...
o passe dele, já está negociável?
Netinho é neto do poeta paraibano de PUXINANÂ, ZÉ LAURENTINO? Que reside em Campina Grande na Paraíba? Ou este seria neto de um um homônimo paraíbano?
05-ITARARÉ JUNINO-POETA ZÉ LAURENTINO - 1
Entrevista-1: Poeta Zé Laurentino –
Sítio São João – Campina Grande-PB
http://www.youtube.com/watch?v=xGodE2xV0IM
De: SaoJoaoItarare | Criado em: 25/06/2010
Itararé Junino BLOCO 1 - Poeta Zé Laurentino
Categoria: Entretenimento
Palavras-chave: Itararé, Junino, Poeta, Zé, Laurentino
É do poeta ZÉ LAURENTINO, natural da cidade de PUXINANÂ na Paraíba e residente em Campina Grande-PB, as seguintes poesias:
ESMOLA PRA SÃO JOSÉ;
CARONA DE CANDIDATO;
EU A CAMA E NOBELINA;
MATUTO NO FUTIBÓ;
O MATUTO E O DOUTOR;
entre várias outras.
SITES COM VÍDEOS DE ENTREVISTAS E DECLAMAÇÕES DO POETA POPULAR PARAIBANO DE PUXINANÂ E RESIDENTE EM CAMPINA CRANDE-PB:
Os dez maiores poetas populares do Brasil (uma constelação poética) que inclui Patativa do Assaré, Zé da Luz, Catulo da Paixão Cearense, Zé Praxedes, Chico Pedrosa e ZÉ LAURENTINO,
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.miseria.com.br/190709/007.jpg&imgrefurl=http://www.miseria.com.br/imprimir.php%3Fbusca%3D31244&usg=__nEmZzKLiCaIOHgqwFPEqXIHX-kY=&h=276&w=300&sz=29&hl=pt-BR&start=8&um=1&itbs=1&tbnid=P4-jUN-UCtdInM:&tbnh=107&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dze%2Blaurentino%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26tbs%3Disch:1
POESIA – JOSÉ LAURENTINO SILVA (Puxinanã-PB)
JOSÉ LAURENTINO
01-JOSÉ LAURENTINO – POETA POPULAR
Show 1 - Nova Consciência – Teatro Municipal - Campina Grande-PB
http://www.youtube.com/watch?v=_Zw0fDumgv0
02-JOSÉ LAURENTINO – POETA POPULAR
Show 2 - Nova Consciência – Teatro Municipal – Campina Grande-PB
http://www.youtube.com/watch?v=cCXnfh8uV9U&feature=related
03-JOSÉ LAURENTINO – POETA POPULAR
Show 3 - Nova Consciência – Teatro Municipal – Campina Grande-PB
http://www.youtube.com/watch?v=UxQxJyBmV4s&feature=related
04-JOSÉ LAURENTINO - ALIM3481.AVI
Cantoria na Bodega de Toinho Laurentino
http://www.youtube.com/watch?v=OJEcfjFHs0E
De: dci4146 | Criado em: 10/02/2010
05-ITARARÉ JUNINO-POETA ZÉ LAURENTINO - 1
Entrevista-1: Poeta Zé Laurentino – Sítio São João – Campina Grande-PB
http://www.youtube.com/watch?v=xGodE2xV0IM
06-ITARARÉ JUNINO-POETA ZÉ LAURENTINO - 2
Entrevista-2: Poeta Zé Laurentino – Sítio São João – Campina Grande-PB
http://www.youtube.com/watch?v=GyqjXl96z2M&feature=related
INTÉRPRETES - YOU TUBE
01-ESMOLA PRA SÃO JOSÉ
Declamado por gcarsantos em forma de rap
http://www.youtube.com/watch?v=L8tH8N_IbKI&feature=related
De: gcarsantos | Criado em: 12/10/2008
POEMA DE ZÉ LAURENTINO AO SOM DE RAP.
Declamado por Rolando Boldrin
http://www.compadrelemos.com/audio.php?cod=12675
Data: 10/06/2008
Créditos:
02-CARONA DE CANDIDATO
Declamado por Wilson Aragão
http://www.youtube.com/watch?v=L4tg3yUp8Uo&feature=related
De: ruizito1984 | Criado em: 12/08/2008
Declamado por Amazan
http://www.youtube.com/watch?v=hdCvMFY5Hy4&feature=related
De: pablocosta2008 | Criado em: 28/09/2009
03-MOÇA RICA
Declamado por Caco Penna
http://www.youtube.com/watch?v=WcCDZp8xPXE
04-MATUTO NO FUTIBÓ
Declamado por Wilson Aragão
http://www.youtube.com/watch?v=nSwbkX7FE0Y&feature=related
Declamado por Jorge Maradona
http://www.youtube.com/watch?v=Vu1MP3_GD2I&feature=related
05-CONVERSA DE PASSAGEIRO
Declamado por Paulinho Jequié no Teatro Carlos Jeovah.mpg
http://www.youtube.com/watch?v=fBIGwlrZrOw&feature=player_embedded
06-O MAL SE PAGA COM O BEM
Declamado por Onildo barbosa
http://www.youtube.com/watch?v=nunTw0CHSh0
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://img.youtube.com/vi/fBIGwlrZrOw/default.jpg&imgrefurl=http://paulinhojequie.arteblog.com.br/323051/PAULINHO-JEQUIE-NO-PROJETO-
QUINTAS-DE-MAIO-DECLAMA-ZE-LAURENTINO/&usg=__Fps8rwzC9I1rtu9R_v1W5yKBOFc=&h=90&w=120&sz=4&hl=pt-BR&start=20&um=1&itbs=1&tbnid=E6Uk1CaRIrAyUM:&tbnh=66&tbnw=88&prev=/images%3Fq%3Dze%2Blaurentino%26start%3D18%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26ndsp%3D18%26tbs%3Disch:1
Poesia do poeta paraibano de PUXINANÂ e residente em Campina Grande-PB, ZÉ LAURENTINO SILVA
Ismola Pra São José
Autor: Zé Laurentino
Intérprete: Rolando Boldrin
Tem certas coisa, Seu Môço,
Que eu não gosto muito não.
Pur inzêmplo:
Ôvi contá história de operação,
De arracamento de dente,
Ôvi história de briga...
Eu posso inté escuitá,
Mai me dá uma fadiga!
E ôta coisa, Seu Môço,
Que, de bom gosto, eu nun faço:
É dá ismola a quem pede,
Cum Santo dibaxo do braço!
Pruquê eu acho que o Santo
Nun tem muita precisão.
Afinár, eu nunca vi
Um Santo comê feijão!
Mais, pru má dos meus pecado,
Ou, pru minha pouca fé,
Tudo dia, lá em casa,
Passa um veínho, andano a pé.
Pru sinal, muito filiz,
Cantarolano, e tal,
Chega na minha porta,
Bate palma e diz:
- Ismola pa São Jusé!...
O diabo da muié,
Que é muito curvitêra,
- Eu nunca vi uma muié,
Qui nun fosse rezadêra! -
Adiquére um tanto quanto,
Corre e vai dá lá pro Santo.
Qué dizê, pro santo,
Pro véio fazê a fera!
De manhã, logo cedin,
Eu vou tomá meu café,
Quando dô fé, ó o grito:
-- Ismola pa São Jusé!...
-- Ôooo!...
Mais isso foi me encheno o saco,
Mais me encheno pru dimais!
Um dia, cheguei em casa,
Cum a barguía da carça virada pa tráis,
Sentei num tôco de pau,
Tumei uma de rapé,
Quando, de repente, ouvi o grito:
--Ismola pa São Jusé!...
Pra móde dá a ismola,
A muié se arremecheu.
Eu fui e gritei: -- Num vá não! Dêxa!
Hoje, quem vai dá essa esmola sô eu!
Quando eu cheguei na porta,
O velho teve um espanto.
Eu fui e disse:
-- Vá trabaiá, vagabundo!
Qui eu num dô ismola pra santo!
Troque o santo numa enxada!
Dêxa de ser preguiçoso!
Santo num carece de esmola, rapaiz,
Dêxa de ser... mintiroso!...
O véio me oiô, e me disse:
-- Que São José te perdoe!
E, se Deus tivé te ouvino,
Que Ele te abençoe!
E que cubra tua casa de Paiz, Amô,
União, Sussêgo, Prosperidade,
Confôrto e Cumpriensão!
E, se um dia o sinhô pricisá
desse veinho,
Ele não mora tão perto,
Mai eu lhe insino o caminho:
Mora no sítio Cauã,
Onde já viveu meu pai,
À direita de quem vem,
À esquerda de quem vai!
E, se um dia o sinhô passá
Pur ali, com pricisão,
De fome o sinhô num morre,
Tomém num drome no chão!
Quando o Véio disse aquilo,
Eu senti, naquele instante,
Como seu eu fosse uma...
Uma frumiga,
Sob os pé de dum elefante!...
Fiquei com as perna tremeno!
Digo e num peço segrêdo:
Óia, aquele véio me deu ma surra,
Sem me tocá com um dedo!...
Eu, com tanta ignorança!
Ele, tanta mansidão!
Fêiz eu pagá muito caro,
Minha farta de cumpriensão!
Então, naquele momento,
Eu gritei pra Salomé,
Mandei trazê, pro Veinho,
Uma boa xícara de café,
E fui, correno, contá meu dinheiro:
Tinha somento um cruzêro!
Dei tudin pra São José!!!
Poesia do poeta popular ZÉ LAURENTINO SILVA, natural de Puxinanã-PB e residente em Campina Grande-PB (Terra do maior São João do Mundo)
MOÇAS RICA
Poeta Zé Laurentino
Moça rica tu me prigunta
Purqui é que num ti queru
Eu ti respondu, minina
Eu so um sujetu séru
Eu num ti queru pruque
Tu nasceste na riqueza
Nunca vai ti acostumá
A vivê na minha pobreza
As tua mãozinha fina
Bunita como elas são
Era capaz de tê nojo
Dos calo da minha mão
Tu num sabe panhá fava
Pega mio, bate pano
Cuzinha fejão cum lenha
Soprano cum abano
Pras labareda crescê
Nem tem corage de tê
Um mininu todo ano
Num sabe anda a cavalo
Num gosta di andá a pé
Num sabe fazê pamonha
Pa mó di tomá cum café
Num sabe anda na floresta
Pois intonce assim num presta
Pa mó di sê minha mulé.
Otra coisa, Moça rica
Antis tu num mi quiria
Só dispois du carnavá
Qui tu pulaste 3 dia
Mi vem assim tão pachola
Mas cego que vê esmola
Muito grande desconfia
Só dispois daquele dia você se arrisca
A querê vim pegá um besta
Com esses zóio de faísca
De você mesmo se queixe
Como vem pegá um peixe
Depois que estragô a isca?
Vai ti embora Moça rica
Que eu tomo otra direção
Vou me casar com Rosinha
Filha do seu Sebastião
Essa sim me tem amô
E é pura como as fulô
Dos pé de manjericão!
MATUTO NO FUTIBÓ
Zé Laurentino
Campina Grande-Paraíba-Brasil
Hoje o pessoá do mato
Já ta se acivilizano
Já tem rapaiz istudano
Pras banda da capitá
Já tem moça que namora
Com o imbigo de fora
Eticéta e coisa e tá
Mais essas coisas eu estranho
Me dano e num acumpanho
A tá civilizaçäo
E até que a morte me mate
Nunca fui numa buate
Nunca vi televisäo
E esse ta de cinema
Eu num sei nem cuma é
Se é home, se é muié
Se vem da lua ou do só
Um triatro eu nunca vi
E também nunca assiti
Um jogo de futibó
É isso mermo, paträo
Eu nasci pra ser matuto
Vivê qui nem bicho bruto
Dando de cumê a gado
E eu acho qui sô gente
Pruquê um véi meu parente
Dixe que eu sô batizado
Mas pru arte dus pecado
Um fí de cumpade Chico
O fazendero mai rico
Dali daquele arredó
Cum priguiça de istudá
Inventô de inventá
Um jôgo de futibó
E no paito da fazenda
Mandou butá duas barra
E eu fui assití a farra
Do lote de vagabundo
Mas quando eu vi afrôxei
E acrediti qui achei
A coisa mió do mundo
Eu, cabôco lazarino
Cum dois metro de artura
Os braço dessa grossura
Medo pra mim é sulipa
De jogá tive um parpite
E aceitei o convite
Prumode jogá de quipa
Me déro um carçäo listrado
E um pá de jueieira
Também um pá de chutera
E uma camisa di gola
E eu gritei “arra diabo
Eu já peguei tôro brabo
E segurei pelo rabo
Pruquê num pego uma bola?”
Sei que o jogo cumeçô.
O juiz bom e honesto
Pra cumeçá era Ernesto
O nome do apitadô
Qui mitido a justicêro
Prumode o jogo pará
Bastava agente chuta
A cara do cumpanhêro
Bola vai e bola vem
Um tá de Zé Paraíba
Inventô de dá um driba
No fí de Chica Brejera
Esse lhe deu uma rastêra
Qui o pobre do matuto
Passô uns cinco minuto
Inrolado na pueira.
O juiz mandou chutá
Uma bola contra eu
Pruquê meu fubeque deu
Um coice no Honorato
Aí o juiz errou!
Se o fubeque é qui chutô
Ele que pagasse o pato
Mais afiná, meu paträo,
Num gesto de confusäo
Mandei o cabra chutá
E fiquei iinsperando o choque
Tanta força a bola vinha
Que vinha piquinininha
Qui nem bola de badoque
Quando eu fui pega a bola
Me atrapaei, meu paträo
Ela escurregô do braço
Bateu numa regiäo
Qui foi batendo e eu caino
Espulinhando no chäo.
O povo batêro inrriba
Me dero um chá de jalapa
Uns três copo de garapa
Mais um chá de quixabeira
Quando eu tive uma mióra
Juguei as chutera fóra
Saí batendo a puêra.
Daquele dia pra cá
Nem pru mode ganhá dinheiro
Num jogo mais de golêro
Nem cum chuva e nem cum só
Nem aqui nem no diserto
Nunca mais chêgo nem perto
Dum campo de futibó
O MATUTO E O DOUTOR
Zé Laurentino
Campina Grande-Partaíba-Brasil
Douto não sou rico não
Mas vivo desapertado
Tenho uma casa de aipende
Vinte cabeça de gado
Uns quatro burro de caiga
E um cavalo manga laiga
Prumode eu andá montado.
Tenho uma roça bonita
De uveia tenho rebanho
Tenho um açude cheinho
Só mecê vendo o tamanho
Onde eu dou água a meu gado
E quando o calo ta danado
Serve mode eu toma banho.
Tenho um casa de menino
Uma mulé de verdade
Tenho um rádio falado
Que eu comprei na cidade
E uma viola de pinho
Onde toco bem cedinho
Mode espantá a sodade.
Um boi, um cutivador,
Vinte quadro de raiz,
E tá todinho cercado
A cerca fui eu quem fiz
Bode p’ru riba não sarta
Mais com tudo ainda farta
Uma coisa preu ser feliz.
Pode acreditá douto
Eu vivo sentindo fome
Mas não é fome de comida
Lá em casa a gente come
Tem dinheiro na gaveta
Eu sinto fome é das letra
Eu quero assiná meu nome.
P’ra eu não mandá lê carta
Pelos fí de seu Honoro
Pruquê as veis é segredo
E ele espaia o falatoro
Descubrindo os meu segredo
Pra eu não suja mais os dedo
Nos tinteiro dos cartoro.
P’ra não anda preguntando
Os carro pra donde vão
P’ra quando eu fô p’ra os banco
Não leva pricuração
Quero meu nome assina
Prumode eu também vota
Nos dia de eleição.
Me ensine lê seu douto
Eu peço pru caridade
Voimicê que é sabido
Que mora aqui na cidade
Me ensine a lê e conta
Prumode eu completa
A minha felicidade.
Doutor:
Caboclo eu não te ensino
Mas te aconselho, afinal
Quer aprender a ler?
Carta, bilhete, jornal?
Ler, escrever e contar
Pois vais te matricular
Num dos postos do Mobral.
Lá tu irás encontrar
Professora competente
E que no mundo dos livros
Vai clarear tua mente
Saber é algo profundo
Tu irás ver este mundo
Com uma visão diferente.
Vais caboclo nordestino
Da bravura és o perfil
A escola te espera
Com teu aspecto gentil
Ponha os livros nas mãos
Vais ajudar teus irmãos
A educar o BRASIL.
Matuto:
Muito obrigado douto
Pelo conseio, o afeto,
Vô convida a mulé,
Meus fios tomém meus neto
Não vô mais sê imbeci
E breve eu grito ao Brasí
Não sô mais anarfabeto!
Vô hoje mermo p’ra iscola
Com o livro, caderno e giz
Pois estudano eu tomem
Ajudo ao meu país
Depois que eu aprende a lê
Aí eu posso dize
Sô um caboco feliz!!!
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